O Céu e o Inferno são Estados de Consciência
Portanto não precisamos morrer para vivenciarmos os dois níveis.
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Esse entendimento também nos convida à compaixão. Quando percebemos que alguém age a partir de um estágio inferior de consciência, deixamos de vê-lo como inimigo e passamos a vê-lo como alguém aprisionado em seu próprio inferno interno. Isso não justifica atos nocivos, mas amplia nossa compreensão. O mal não nasce da essência, mas da inconsciência.
Evoluir espiritualmente não é fugir do mundo, mas iluminar o mundo interior. É descer às próprias sombras, reconhecer medos, feridas e contradições, e integrá-los à consciência. Cada sombra integrada é um pedaço de inferno que se dissolve. Cada insight, cada ato consciente, cada escolha alinhada com valores mais elevados é um passo em direção ao céu. Apezar que falo que o problema não na questão do bem e o mal, porque de alguma forma eles se entrelação no desenvolvimento dos propósitos e na relação da construção e descontruçao necessária para as coisas acontecerem.
O céu não é perfeição; é lucidez. O inferno não é condenação; é ignorância. Ambos são professores. Um ensina pela dor, o outro pela compreensão e o amor. A travessia entre eles é o processo de amadurecimento e do movimento de consolidação da consciência humana.
Quando compreendemos isso, a vida deixa de ser uma espera por recompensa futura e passa a ser um campo de aprendizado contínuo. O céu e o inferno deixam de ser promessas ou ameaças e se tornam mapas internos, indicadores do nível de consciência em que estamos operando.
No fim, não vamos para o céu ou para o inferno. Nós despertamos para um ou permanecemos presos no outro. E esse processo não acontece depois da morte, mas no presente momento, a cada pensamento, a cada emoção e a cada escolha.