Democracia e Ditadura: uma reflexão sobre poder, consciência e responsabilidade coletiva.
Por mais difícil que seja a Democracia é infinitamente melhor que o autoritarismo.
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Assim, refletir sobre democracia e ditadura é refletir sobre nós mesmos. Sobre nossa disposição em assumir a complexidade da liberdade ou ceder à sedução da autoridade absoluta. A história mostra que a liberdade é sempre mais difícil, mais trabalhosa e mais exigente. Mas também mostra que é nela que reside a possibilidade de evolução, justiça e verdadeira convivência humana. Na Democracia pressupoe os meios de comunicações, como a imprensa escrita, radiofonizada e televisionada, as redes sociais e todos o meios de informações, responsáveis, inclusivas e não tendenciosas. Já na Ditadura, tudo isso é passível de controle e age como cabo de transmissão das necessidades e interesses do regime.
O que marca na Democracia é a possibilidade da alternância de poder e a valorização da prática do voto através da realização de eleições periódicamente, o que é impossível em uma sociedade regida pela Ditadura. Por isso no processo eleitoral que participar não veja apenas o que falam das coisas, mas como fazem ou aplicam as coisas. Quando falamos que a Democracia é frágil porque ela não está plena e existe um longo caminho para isso se tornar concreto. Porque vivemos numa Democracia que podemos chamar de burguesa porque o que a compoe anda não é livre dos elementos e da imperfeição fruto da nossa capacidade de consciência e nossa consistência de caráter. Bom, mas isso vamos ver numa outra leitura talvez a seguir.